Quais são as principais causas de falhas na soldagem?
As falhas podem ter diferentes origens. Entre os problemas mais comuns estão:
- Contaminação ou oxidação das superfícies;
- Escolha inadequada do consumível;
- Temperatura incorreta durante o processo;
- Folga inadequada entre as peças;
- Distribuição irregular do calor;
- Preparação incorreta da junta;
- Falta de controle dos parâmetros;
- Inspeção insuficiente após a soldagem.
Um ponto importante é que nem toda falha pode ser identificada apenas visualmente. Uma junta aparentemente uniforme pode apresentar problemas de preenchimento, porosidade ou resistência.
Por isso, o controle deve começar antes mesmo da aplicação do metal de adição.
1. Prepare corretamente as superfícies
A limpeza das peças é uma das primeiras etapas para garantir uma boa união.
Óleo, graxa, sujeira, óxidos e outros contaminantes podem prejudicar a interação entre o metal-base e o material de adição.
Na brasagem, a limpeza também está diretamente relacionada à ação capilar: o metal de adição precisa conseguir se espalhar e penetrar adequadamente na região da junta.
Antes do processo, portanto, é importante verificar:
- Se as superfícies estão limpas;
- Se há sinais de oxidação;
- Se existe óleo ou graxa;
- Se a geometria da junta está adequada;
- Se as peças estão corretamente posicionadas.
Uma preparação aparentemente simples pode fazer uma grande diferença no resultado final.
2. Escolha o consumível adequado
Não existe uma única liga adequada para todas as aplicações.
A escolha deve considerar principalmente o material das peças, a geometria da junta, a espessura, a temperatura de trabalho e as propriedades mecânicas necessárias.
Na linha de brasagem da Rhomos, por exemplo, existem diferentes opções de Foscoper e Silfoscoper.
A Foscoper RHF0 é uma liga cobre-fósforo indicada para aplicações com cobre e suas ligas, apresentando temperatura de trabalho de aproximadamente 730 °C e resistência informada de 250 N/mm².
Já a família Silfoscoper possui diferentes teores de prata. A adição de prata proporciona maior ductilidade, sendo especialmente relevante em aplicações sujeitas a vibração e ciclos térmicos.
Portanto, utilizar um consumível simplesmente porque ele já é utilizado na fábrica pode não ser suficiente. A especificação deve estar relacionada à aplicação.
3. Controle a temperatura durante o processo
O controle térmico é outro fator crítico.
A peça precisa atingir condições adequadas para que o material de adição tenha o comportamento esperado. Aquecimento insuficiente pode dificultar o preenchimento da junta; já o aquecimento inadequado ou excessivo pode comprometer o processo e os materiais envolvidos.
Na linha Foscoper da Rhomos, por exemplo, a liga RHF0 possui temperatura de trabalho indicada de 730 °C. As ligas Silfoscoper apresentam temperaturas de trabalho diferentes conforme a composição: RHS2 a 740 °C, RHS5 a 710 °C e RHS15 a 700 °C.
Isso demonstra por que conhecer as características específicas da liga utilizada é fundamental para controlar o processo.
4. Mantenha a folga adequada da junta
Na brasagem, a folga entre as peças não deve ser tratada como um detalhe de fabricação.
Ela influencia diretamente a capacidade de o metal de adição preencher a região da junta por capilaridade.
Como referência, as ligas Foscoper e Silfoscoper da Rhomos apresentam faixa de folga indicada de 0,025 a 0,127 mm.
Uma folga fora da especificação pode prejudicar a distribuição do material de adição e, consequentemente, o desempenho da união.
Por isso, além de escolher a liga correta, é necessário garantir que a fabricação das peças mantenha as tolerâncias necessárias para o processo.
5. Distribua o calor de maneira adequada
Outro erro comum é concentrar o aquecimento em apenas uma região da junta.
A distribuição adequada do calor permite que o conjunto atinja as condições necessárias para a brasagem sem criar diferenças excessivas de temperatura entre as peças.
O objetivo não é simplesmente aquecer a vareta até que ela derreta. O conjunto precisa estar nas condições adequadas para que o metal de adição flua e preencha a junta.
Esse cuidado também ajuda a tornar o processo mais repetível entre diferentes operadores e lotes.
6. Utilize fluxo quando a aplicação exigir
Algumas ligas apresentam características autofluxantes em determinadas combinações de materiais.
As ligas Foscoper e Silfoscoper da Rhomos, por exemplo, são indicadas como autofluxantes em juntas cobre-cobre. Para união de cobre com latão, a própria Rhomos orienta a utilização de fluxo apropriado.
Isso reforça um princípio importante: não se deve assumir que toda brasagem exige exatamente o mesmo procedimento.
O uso de fluxo, quando necessário, deve estar de acordo com a liga, os materiais-base e o processo especificado.
7. Inspecione a junta após a soldagem
A inspeção é a etapa que permite verificar se o processo produziu o resultado esperado.
Dependendo da aplicação, podem ser avaliados:
- Aspecto visual;
- Continuidade da junta;
- Preenchimento;
- Estanqueidade;
- Dimensões;
- Resistência mecânica;
- Presença de descontinuidades.
A profundidade da inspeção deve ser proporcional à criticidade da aplicação.
Em componentes nos quais uma falha pode resultar em vazamento ou perda de desempenho, simplesmente verificar o aspecto externo da junta pode não ser suficiente.
O que fazer quando as falhas continuam acontecendo?
Quando um problema aparece repetidamente, aumentar a quantidade de material de adição ou elevar a temperatura nem sempre resolve a causa.
O ideal é analisar o processo de forma sistemática:
Material → preparação → geometria → folga → consumível → temperatura → execução → inspeção.
Essa sequência ajuda a identificar em qual etapa o problema está sendo introduzido.
Também é importante documentar os parâmetros utilizados. Quando o processo é padronizado, fica mais fácil identificar desvios e reproduzir uma soldagem que apresentou bons resultados.
Como a escolha da liga influencia a qualidade?
A seleção do consumível deve acompanhar as exigências da aplicação.
Para determinadas uniões de cobre e suas ligas, a Foscoper pode oferecer uma alternativa de boa fluidez e custo operacional reduzido. Quando são necessárias características adicionais de ductilidade e resistência a vibrações, as ligas Silfoscoper podem ser consideradas.
A Rhomos trabalha com Foscoper, Silfoscoper, solda prata, solda latão e fluxos, oferecendo diferentes alternativas para processos industriais de brasagem.
Assim, a escolha pode ser feita considerando não apenas o custo do consumível, mas também o desempenho esperado da junta e as condições reais de operação.
Por que escolher a Rhomos para seu processo de brasagem?
A Rhomos atua na fabricação e fornecimento de soldas especiais e soluções industriais, incluindo Foscoper, Silfoscoper, solda prata, solda latão e fluxos. A empresa também informa trabalhar com ligas de brasagem conforme a ISO 17672.
Para aplicações industriais, contar com diferentes opções de ligas permite avaliar o consumível de acordo com as características específicas do processo.
A empresa também disponibiliza suporte técnico para auxiliar na escolha do teor de prata das ligas Silfoscoper.
Conclusão
Evitar falhas na soldagem de peças metálicas exige muito mais do que controlar a execução do operador.
Limpeza das superfícies, preparação da junta, escolha do consumível, controle da temperatura, folga adequada, distribuição do calor e inspeção são elementos que precisam estar alinhados.
Na brasagem, pequenos detalhes podem alterar significativamente o resultado. Por isso, antes de modificar o processo, é importante identificar a causa da falha e verificar se o consumível utilizado é realmente compatível com a aplicação.
Precisa definir a liga mais adequada para seu processo industrial? Fale com a equipe técnica da Rhomos e encontre uma solução compatível com sua aplicação.